Fotógrafa Analógica #2: Laura Moreira (RJ/RS)

Para compartilhar seu trabalho fotográfico analógico, basta enviar um e-mail para caio.abril@gmail.com com até 15 fotografias feitas por você usando filme (qualquer formato), respondendo algumas perguntinhas (sugestão). Seleciono trabalhos com temáticas bem construídas e com projetos autorais :)

1. Fale um pouco sobre você, como começou a fotografar com filme, e porque curte usar filme.

2. Sobre o que se tratam as fotografias? Desde quando você está fotografando o tema?

3. Que tipo de foto você mais gosta de fazer com filme?

4. Quais são as tuas máquinas/lentes preferidas?

5. Quais são os filmes preferidos (cor/pb/marcas/modelos)?

6. Pode incluir também links do teu site/instagram e falar um pouquinho do que você curte mais postar?

 

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Meu nome é Laura Moreira, sou do Rio de Janeiro e moro há quase dez anos em Porto Alegre. Minha biografia resumida inclui a atuação em áreas variadas: me formei em Letras, fui professora de português para estrangeiros, lecionei aulas de cinema brasileiro, faço xilogravuras e sou fotógrafa. Na verdade, apenas em 2017 me assumi como fotógrafa, mas, como a maioria das pessoas que assim se intitulam, o interesse por fotografia apareceu para mim muito antes disso.

 

 

 

 

A primeira vez que saí com vontade de fotografar e me relacionei com uma câmera foi em uma viagem de família, com uma Canon EOS Elan do meu pai. Essa abertura para a fotografia e para a fotografia analógica aconteceu lá por 2005, mas só retornei a utilizar filme em 2015. 

 

As minhas fotografias, especialmente em filme, falam do espaço urbano, da nossa relação com ele e do que deixamos nele. Desde 2015, venho trabalhando no ensaio Vestígio, que é um recorte desse interesse por imagens que as cidades nos oferecem: do descaso, da decadência, da beleza do que é feio e também do acaso. 

 

 

 

Atualmente, minha câmera preferida é a Zenit 12XP — gosto de como ela é rústica e funcional. Mas a lente que mais gosto de fotografar é Kiron /Lester A. Dine 105mm f2.8 Macro , que uso em uma Nikon N6006. Quanto aos filmes, sou uma grande entusiasta da Kodak: sou do time que não desvaloriza o Colorplus, nem o Ultramax, e gosta do Portra.

 

O que me move a fotografar em película são dois prazeres envolvidos nesse processo: aquele que sentimos na hora de tirar a foto, em que temos que fazer as configurações em um instante e disparar; e aquele de ver a fotografia. Entre esses prazeres, há aquele espaço de tempo e a ansiedade para ver o filme revelado, componentes que tornam essa experiência mais interessante para mim.

 

 

 

Acredito que a presença dos grãos e a forma como eles se relacionam organicamente tornam a imagem muito sensível; talvez isso soe como nostálgico, mas acredito realmente que há certas coisas que somente a fotografia em filme expressa. 

 

 

 

 

Me atraio por todas as variantes envolvidas nesse processo mecânico e químico e toda vez o encaro como um desafio — que envolve acertos e erros. Nesse sentido, tenho trabalhado na manipulação digital de rolos de filme que perdi por erros meus e da câmera que utilizei. Então, tenho buscado, no ensaio Rio que deu errado, tornar produtivas essas falhas e lidar, de alguma forma, com o luto de perder essas imagens —  que todo fotógrafo sente, invariavelmente. 

 

 

 

 

Enfim, é um prazer compartilhar um pouco do meu trabalho e de mim. Deixo meu obrigada e meus parabéns para o Caio: essa iniciativa de publicar fotógrafos atuais é muito importante.

 

instagram: @lauramoreira

site: http://lauramoreira.wixsite.com/fotografia

 

 

 

 

 

 

 

 

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www.fotocp.com

 

Fotografias de Laura Moreira.

Algumas fotografias deste Post foram digitalizadas por Caio Proença (www.fotocp.com) com Scan Flatbed.

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