Fotógrafo Analógico #6: Tiago Meirelles (SC)

Para compartilhar seu trabalho fotográfico analógico, basta enviar um e-mail para caio.abril@gmail.com com até 15 fotografias feitas por você usando filme (qualquer formato), respondendo algumas perguntinhas (sugestão). Seleciono trabalhos com temáticas bem construídas e com projetos autorais :)

1. Fale um pouco sobre você, como começou a fotografar com filme, e porque curte usar filme.

2. Sobre o que se tratam as fotografias? Desde quando você está fotografando o tema?

3. Que tipo de foto você mais gosta de fazer com filme?

4. Quais são as tuas máquinas/lentes preferidas?

5. Quais são os filmes preferidos (cor/pb/marcas/modelos)?

6. Pode incluir também links do teu site/instagram e falar um pouquinho do que você curte mais postar?

 

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Fala Caio!

 

Não sei o que surgiu primeiro dentro de mim, de a vontade de viajar ou de tirar fotos. São ao mesmo tempo causa e consequência. Não importando a ordem, são essas duas artes as quais tem ocupado bons espaços nos meus tempos. 

 

Quando tento lembrar desde quando gosto de viajar, me vem na cabeça as férias de família e a eterna companhia dos meus avós. Já a fotografia, tenho claro na minha mente o quadro que despertou sentimentos diversos durante os vários minutos gastos o olhando: uma foto da minha mãe, em preto e branco, dos seus filhos e amigos num dia de banho de rio nos fundos da casa da minha primeira infância.

 

 

E de viagem em viagem, de foto em foto, de bons tempos gastos com uma e com outra, cheguei a estes estes rolos, sacados no México (Revelados e Digitalizados contigo). 

 

A fotografia analógica é uma bela desculpa para a falta de habilidade técnica como fotógrafo. A desculpa de que foi só um clique, o tempero de nostalgia para dar mais gosto as fotos fora de foco. Minha atenção pro filme existe desde que a mesma mãe se presenteou com uma Minolta X-300 no princípio dos anos 90. E este objeto de valor sempre bem guardado chamava a atenção de toda criança que o via fora do seu alcance. 

Depois de anos, décadas até, essa criança obteve uma informal autorização e foi essa mesma Minolta que me acompanhou nesta viagem - que muito me ensinou, inclusive sobre fotografia.

 

 

Durante estes meses tive absoluta certeza de que estamos exatamente onde deveríamos estar no nosso espaço-tempo. Que os instantes que não sei bem explicar por que os gostaria de registrá-los são exatamente as fotografias que eu gosto de ver reveladas. É confuso. São centros de cidades habitadas por seus íntimos, montanhas que dançaram na minha frente, um cigarro acesso e seu entorno, uma casa que parecia pintada por Monet.

 

Não sei explicar por que naquele momento quis tirar aquela foto. É confuso. Até para mim. São as fotos que se fazem, eu só clico um botão. São pedaços de tempo e espaço que transmitirão seu sentimento para sempre. 

 

 

Não sei se os sentimentos despertados em mim são minimamente próximos daqueles que outras pessoas sentem ao vê-las. Se não, se sim, essa dúvida é o que me leva a continuar fotografando. E viajando.

 

Estas fotos passam o Guadalajara, Cidade do México, se perdem pelos estados de Oaxaca e Chiapas, e ainda fazem uma visita a Guatemala. A Minolta (a qual ainda não tenho autorização oficial para chamar de minha) foi acompanhada de uma lente de 50 e outra de 28mm. O filme utilizado foi o Kodak Tri-X 400.

 

 

 

Para os interessados, apareço digitalmente no Instagram como @tttuago. Um personagem de mim mesmo que venho tentando criar. Me custa. Tenho uma longa relação de dúvidas sobre a utilização das redes, seus propósitos meios e fins.

 

Das poucas certezas que tenho, uma delas é que não me senti nada confortável em compartilhar estas fotos por lá. Juro que tentei. Aqui foi mais fácil, acompanhado de um texto, um pano de fundo sobre o que se vê. A ideia agora é juntá-las em uma zine para serem expostas em algum meio físico. 

 

Afinal, fotos analógicas foram feitas para serem impressas, assim como sentimentos para serem sentidos, e nenhum dos dois para receber apenas um duplo clique.

 

Agradeço o espaço, bom demais compartilhar em um ambiente como esse blog!

 

 

 

 

 

 

 

 

Todas as fotografias apresentadas neste Post foram reveladas e digitalizadas pelos serviços de Caio Proença Fotografia Analógica (www.fotocp.com).

 

Todas as fotografias são de autoria de Tiago Meirelles, autorizadas para uso neste Post.

 

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